A MORTE DO MEU PASSADO
Ontem sepultei o passado
Lúgubre da minha vida.
Decretei a morte da alma negra,
Antes que me esmigalhe e me
Envenene com sua flor de cicuta....
Anunciei a apoplética sentença:
Vai-te, foge com seu vislumbre
Derrocador...
Antes que minha alma
Arda em braseiros,
Sepulto-o,
cantando sestércio de amor..
E meus olhos alenceados ,
Assiste rindo, em delírio, o glamuroso
Enterro da parte nauseante de mim mesmo ...
Enquanto a aura embevecida, que me envolve,
Enche-se de latejantes e voluptuosas...
Estrelas síntilas...
Na versejante ânsia ao sepultá-lo,
Epigrafo, com ariático furor,
E a mais justa alegria,
Em ternas inscrições,
Na contorcionada e nua sepultura...
AQUÍ JAZ:
“ A poeira escura e lésbia,
De um descuidado ser, com ingênuas ilusões, que dos pés a testa,
Estava preso a aracnídea teia, ao esquivar-se do que
lhe auspiciava o Deus do seu coração.”
Direitos autorais ®
Fernando Carvalho
João Pessoa, 16 de janeiro de 2009
00:30 horas
Quem sou eu
- FERNANDO CARVALHO
- Uma infinitesimal partícula inserida entre uma das infinitas vacâncias que permeiam o Universo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
3 comentários:
Vc sempre com suas belas palavras e versos que encanta a todos ,,,linda ......beijooo amado amigo ....
adorei seu blog ....
esta tudo muito bonito e original,principalmenti a sua cara!
beijos...
Fernando acho muito interessante, vejo essa sua poesia que parece, a principio, lúgrebe, entretanto, como o conheço bem, acho hilária. Adorei. Parabéns.
Postar um comentário