Quem sou eu

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Uma infinitesimal partícula inserida entre uma das infinitas vacâncias que permeiam o Universo.

LUAR DE ITAPUÃ

LUAR DE ITAPUÃ

Oh,
Lua de Itapuã...
Eis que chegas...
Silenciosa, Majestosa e Nua,
Com sua lânguida beleza prateada...
A esgarçar as cinérias auras...
Das brumas frescas e místicas...
Das ondas do mar de Itapuã...

Ritual da natureza que faz serenar o vento...
A bordar meus sonhos ponto a ponto...

Suspiros de eternos sentimentos...
Que em silêncio suaviza mil tormentos...

O imenso perfume de Deus que contém,
Inunda meu olfato sedento de infinito...

O véu de sua brisa Alquímica das estrelas ...
Quase me conforta ...

Assim se fez, mais uma vez, a brilhatura em turbilões...
A consolar infinitas ânsias,
Da lua de Itapuã...
Na Bahia de todos os santos...
De todos os encantos...
De alvinitentes e volupiosos pecados .


Direitos autorais ®
Fernando Carvalho
Salvador, 29 de novembro de 2008
Praia de Itapuã
22:30 horas

POEMA POR LUCAS E POR LUAN

POEMA DE LUCAS E DE LUAN
(Dedicado aos meus filhos Lucas e Luan)

Imagens claras em minha mente...
Renunciaram a ser Anexos do ventre de sua mãe...
E como seres evolucionários,
Na consonância Divina do Deus cósmico,
Adentraram no espaço etéreo do universo...

Prodígios da procriação,
A natureza abriu-se em flor,
Com brilho de encantação,
A colorir os meus desenhos, adredemente, mais foscos e
Consolar minhas lágrimas mais voltejantes...

Embalados pelo som da magia...
Evoluem em veloce exponencial e
Deliciosamente compartilho suas brilhaturas mais lúdicas,
Em sintonia perfeita com os sonhos que um dia sonhei...

Epigonos do amor divino,
Que enxertam nos vácuos do meu vazio e...
Nos vacúolos do meu coração...
Substratos de amor e carinho...

Sobeja-me,
Quando da hora do meu último adeus...
Ao deus do meu coração,
Ressoantemente,
A gratidão, de ressurtir,
Neste plano atemporal...
O amor infinito e vital...
Por Lucas e por Luan.



Direitos autorais ®
Fernando Carvalho
João Pessoa, 29 de outubro de 2008
00:18 horas

ALQUIMIA

ALQUIMIA

Depois de você........
Porque ?
Porque ?
Minha partitura ficou sem notas...
Minha música ficou monofônica..
Minha poesia ficou assimétrica...
Depois de você.........
Porque ?
As outras são apenas ornamentos disformes.......
Depois de você.........
Porque ?
Eu tanto me dei...
Eu tanto me enganei...
Eu tanto pequei...
Eu tanto chorei...
Eu tanto me entreguei...
Depois de você.........
Porque ?
Olvidei a minha Paz...
Deixei de sonhar os meus sonhos...
Porque ?
Passei a ser alfandegado...
A te caçar em minha cama feito demanda obsessiva...
Porque ?
Me viciei na sua volúpia...
Me acorrentei ao seu êxtase...
Depois de você.........
Porque ?
Não alcanço te esquecer...
Porque ?
Nas percepções e inspirações de um “insigth”,
Defronto-me na resposta epigrafada:
É a transbordância da Dança Metafísica dos
“Feromônios”,
No Teorema Alquímico e Enzimático que equaciona,
Mente, corpo e Alma..
No desagravo dessa estranhável e deliciosa Loucura,
Que me cola ao teu Corpo....
Que me Consorcia a tua Alma...

Direitos autorais ®
Fernando Carvalho
João Pessoa, 27 de outubro de 2008
00:30 Horas

ESTAÇÃO TERMINAL RECIFE

ESTAÇÃO TERMINAL RECIFE

A Viagem enceta-se com destino
a Estação Terminal Recife...

Como quem aspira encortinar-se,
Ponho os óculos escuros...

Começo a interpretar a linguagem
Inconsciente e muda de corpos e faces de
Seres arquetipados , que se armazenam
Compactados dentro do vagão.....

Semblantes aplásticos...
Corpos mutilados...
Mentes dilaceradas...
Almas em conflagração...
Seres atordoados...
Moléculas humanas em fissão...

Imagens transeuntes em minha mente...
Vitrines humanas...
Exposição da profundez proibitória de seres...
Almas em prolapso...

Enquanto tento concatenar as percepções aleatórias
E transcendentais de uma simples viagem de trem,
Uma voz no auto falante, anuncia:
ESTAÇÃO TERMINAL RECIFE.
PEDIMOS A TODOS QUE DESEMBARQUEM NESTA ESTAÇÃO.

Pessoas escoam, literalmente, dos vagões...
Rebanhos em retiradas...
Proletariados de uma nova era...
Meros objetos orgânicos obliterados pela
Casta superior...

Sento-me na área da dispersão...
Na contemplação da nostálgica arquitetura
Do século XIX...

Pessoas ainda correm, desabaladas, contra o tempo...

Vejo sumir o último passageiro desguaritado,
Antes que o trem seguinte venha despiedadamente,
Desembarcar mais uma porção espectral de:
Dramas;
Felicidades;
Amores;
Ódios;
Êxtases;
Loucuras;
Esperanças;
Desesperanças;
.........
.........
.........
Pois existe CONTINUIDADE
Na estação Terminal Recife.


Direitos autorais ®
Fernando Carvalho
Recife 18 de setembro de 2008
Estação recife do metrô
8:30 horas

O TEMPO

O TEMPO

Tempo
Elemento Transcendental da relatividade..

Levastes..
Minha infância
Minha juventude
Meu vigor
Meus sonhos
Minhas ilusões
Meus amores....

Só não conseguistes
Levar a inquietude de minha Alma...

É profundamente assustador
Ter que contemplar o Relógio
E assistir a coreografia metafísica
Da morte dos segundos.

Direitos autorais ®
Fernando Carvalho
Maceió-Praia de Pajussara
28 de junho de 2008

MEU AMOR

MEU AMOR

Amor...
Amor..oh meu amor...
Meu encanto...
Desde que virou mania...

Amor...
Amor..oh meu amor...
Meu encanto...
Desde que tirou um tanto
Da minha razão...

Amor...
Amor..oh meu amor...
Meu encanto...
Eu te conheço desde
Aquele dia
Que marcou um tanto..
A minha paixão.......

Amor...
Amor..oh meu amor...
Meu encanto..
Desde que mexeu um tanto
Com meu coração...

Amor...
Amor..oh meu amor...
Meu encanto...
Desde que virou mania..
Ser estrela guia ...
Da minha agonia
..
Direitos autorais ®
Fernando Carvalho
21/06/2008

INSPIRADO EM "CARLITOS"

EU TENTEI

EU TENTEI


Eu tentei ....
Tocar a Harpa em que se atinge o NIRVANA,
Mas suas cordas eram de aço incandescentes.....

Eu tentei...........
Que fosses a estrela principal do meu Drama....
Mas ao abrir as cortinas, já não eras tão brilhante....
E nua já não me parecia desnuda.....

Eu tentei..........
Entender na Arquitetura de Oscar Niemeiyer.....
Que a menor distância entre dois pontos pode ser uma curva....
Mas em obras de gênios nunca existe uma lógica cartesiana......

Eu tentei.........
Emitir o sorriso patético do palhaço........
Mas o palhaço dentro de mim já havia morrido....
E a lembrança dele poderia levar a morte.....

Eu tentei.....
Preencher as vacâncias do meu vazio........

Eu tentei....
Eu juro que tentei....

Limito-me a tomar uma coca cola ....
E depois mijar ....
Os resíduos de DOLÁRESCARBONATADOS.....

Direitos autorais ®
Fernando Carvalho
01/06/2008