PORTO
Horizonte alargado que instiga minha embarcação,
Véu do limite do meu coração,
no oceano de vidro da minha paixão,
Flor de cânhamo pungente que,
ponto a ponto em minha alma,
sufoca minha solidão,
Esperança que arquiva,
os desmedidos ventos,
que ameaçam os castelos de areias,
do meu coração,
O portal de argos que clama e acelera,
o indispensável recomeço,
apesar da morte das cinzas,
do meu plasmático amor,
Consolo da mágoa,
por sua ausência infinda,
que fere e carcome,
a arquitetura orgânica,
dos meus átomos aflitos.
©FERNANDO CARVALHO
João Pessoa, 12 de fevereiro de 2011
Quem sou eu
- FERNANDO CARVALHO
- Uma infinitesimal partícula inserida entre uma das infinitas vacâncias que permeiam o Universo.
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