Quem sou eu

Minha foto
Uma infinitesimal partícula inserida entre uma das infinitas vacâncias que permeiam o Universo.

A MORTE DO MEU PASSADO

A MORTE DO MEU PASSADO

Ontem sepultei o passado
Lúgubre da minha vida.

Decretei a morte da alma negra,
Antes que me esmigalhe e me
Envenene com sua flor de cicuta....

Anunciei a apoplética sentença:
Vai-te, foge com seu vislumbre
Derrocador...

Antes que minha alma
Arda em braseiros,
Sepulto-o,
cantando sestércio de amor..

E meus olhos alenceados ,
Assiste rindo, em delírio, o glamuroso
Enterro da parte nauseante de mim mesmo ...
Enquanto a aura embevecida, que me envolve,
Enche-se de latejantes e voluptuosas...
Estrelas síntilas...

Na versejante ânsia ao sepultá-lo,
Epigrafo, com ariático furor,
E a mais justa alegria,
Em ternas inscrições,
Na contorcionada e nua sepultura...

AQUÍ JAZ:
“ A poeira escura e lésbia,
De um descuidado ser, com ingênuas ilusões, que dos pés a testa,
Estava preso a aracnídea teia, ao esquivar-se do que
lhe auspiciava o Deus do seu coração.”


Direitos autorais ®
Fernando Carvalho
João Pessoa, 16 de janeiro de 2009
00:30 horas