Quem sou eu
- FERNANDO CARVALHO
- Uma infinitesimal partícula inserida entre uma das infinitas vacâncias que permeiam o Universo.
TEATRO DA VIDA
TEATRO DA VIDA
Aqui estou sobre o resplandescente palco
Do deslumbrado e abrilhantado Teatro da Vida...
Ao descerrar as cortinas e principiar a iluminância
Da ribalta, encarno incomplexos personagens,
Concernentes aos meus abrumados e metamorfaseados sonhos..
Interpreto o desvairado DOM QUIXOTE...
Interpreto o funesto HAMLET..
Interpreto o épico e teológico DANTE...
Interpreto o mago, alquimista e vidente FAUSTO...
Interpreto o poético e filosófico PEQUENO PRINCIPE de Saint-Exupéry...
....................
....................
Os personagens romantizados já tornaram-se enclaustrados
Pela compressão da lucidez extremosa da loucura
Que amedronta e suprime o desejo, exaltado,
De amar de novo.....
Com o nevoeiro nefasto, do passar do tempo,
Que me envelhece,
Dou pressa em modelar síntilos e admirativos personagens....
Talvez, algum dia, consiga modelar
O personagem de mim mesmo,
Antes que as luzes da ribalta se apaguem
E o palco da minha vida
Escureça para sempre.
Direitos autorais
Fernando Carvalho
João Pessoa, 26 de fevereiro de 2010
Aqui estou sobre o resplandescente palco
Do deslumbrado e abrilhantado Teatro da Vida...
Ao descerrar as cortinas e principiar a iluminância
Da ribalta, encarno incomplexos personagens,
Concernentes aos meus abrumados e metamorfaseados sonhos..
Interpreto o desvairado DOM QUIXOTE...
Interpreto o funesto HAMLET..
Interpreto o épico e teológico DANTE...
Interpreto o mago, alquimista e vidente FAUSTO...
Interpreto o poético e filosófico PEQUENO PRINCIPE de Saint-Exupéry...
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Os personagens romantizados já tornaram-se enclaustrados
Pela compressão da lucidez extremosa da loucura
Que amedronta e suprime o desejo, exaltado,
De amar de novo.....
Com o nevoeiro nefasto, do passar do tempo,
Que me envelhece,
Dou pressa em modelar síntilos e admirativos personagens....
Talvez, algum dia, consiga modelar
O personagem de mim mesmo,
Antes que as luzes da ribalta se apaguem
E o palco da minha vida
Escureça para sempre.
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Fernando Carvalho
João Pessoa, 26 de fevereiro de 2010
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